Trabalhando no anonimato

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Som e Letra 2#

Esse som é fruto da colaboração entre Van Ark (EUA) e Gnz (BR), Van Ark nos beats, Gnz nas rimas… o som se chama “Me Conta” e é a primeira faixa desse EP colaborativo (e sem nome, só pra constar). Muito provavelmente postaremos as outras cinco faixas do EP com suas respectivas letras, fiquem com a primeira…

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Van_Ark_&_GNZ_-_Me_Conta.mp3

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Então me diga onde moras
Diga-me em poucas horas
Onde é que tu esconde a vida xula quando choras
Onde tu escoras a razão
Aonde tu não mais vigoras
No sabor da intenção
Aonde tu devoras
A informação que te ofende
Aonde que tu prende tua atenção
Quando o assunto já não rende
Assunto que tu não exploras
Se tu pioras na desilusão
Tu não aprende nada
Onde moras, é tua morada?
A cada dia tende
a ser mais uma história que contada
Não se manteve de alma lavada
Até o fim
Me conta se a vida é um eterno Halloween
Me diz se a felicidade mora numa página de Bakunin
Assim que eu pergunto se tamo junto
Não muda de assunto, respondendo logo para mim
Aonde vai salvar a sua alma quando for defunto?
Quando isso tudo chegar no teu fim
Me diga se é assim que tu prefere
Me diga se depois da briga é a falta de intriga que te fere
Me diga logo mas espere
Se teu diálogo não interfere na tua conduta
Se tua alma, lá no fundo, tem um ponto de filha da puta
Me diga se tu não escuta o choro do planeta
Me diga o que tu faz quando tu pega na caneta
Na calda do cometa tu viajas
Ou se tu foi criado num ninho de cobra najas
Se querem mesmo que tu não reajas
Ao palanque
Me conta se é da tua conta o gás que dá o arranque
Se tu é forte como um tanque
Ou se é um fraco
Me conta se tua postura é um saco de batata
Feito pessoa ingrata
Me conta se tu vira a lata quando for preciso
Me conta o que tu faz com o bolso liso
No meu aviso, apenas sei que piso
Na vaidade de fulano
Me conta se tu não conhece o dano
Se tu que entra pelo cano
não pode temer a morte
Me diga se tu vai pro norte
Ou se aberto o corte, no teu peito, tu respira
Me conta se tu não se vira
Me conta se querem que tu entorte
Com teu braço forte, o porte que mantém a gravidade
Da doença que chamamos de Imprensa
Para um povo que delira

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ps.: Qualquer correção ou sugestão pode ser feita nos comentários, ficamos gratos